segunda-feira, 7 de março de 2016

Os problemas causados ao corpo depois do abandono da atividade física



Praticar atividade física é imprescindível para ter uma vida saudável, além de ser um ótimo aliado do corpo. Mas quando deixamos os exercícios de lado o corpo reage de diversas formas, quando se faz uma pausa brusca em suas atividades, o corpo mostra um comportamento diferente de acordo com o tempo.

O que acontece quando uma pessoa larga os exercícios. Praticar atividade física é imprescindível para ter uma vida saudável, além de ser um ótimo aliado do corpo.

Mas quando deixamos os exercícios de lado o corpo reage de diversas formas, e é justamente sobre essas reações que nós vamos falar.

Vamos supor que uma pessoa treine 3x por semana, com duração de 1h a 1:30h cada treino, quando essa pessoa faz uma pausa brusca em suas atividades, o corpo mostra um comportamento diferente de acordo com o tempo.

O ortopedista Dr. Artur da Fonseca separou algumas reações:

10 dias de pausa: A musculatura começa a ser afetada, mas o principal impacto nos 10 primeiros dias sem atividade física são sentidos principalmente pelos tendões, que vão exigir mais atenção aos alongamentos antes do retorno a academia.

3 meses: Há a diminuição de perda calórica que pode levar ao aumento de peso, consequentemente aumentado a resistência a insulina e aumentando a taxa de glicemia do sangue. Além da diminuição da massa muscular.

O retorno as atividades físicas depois desse período precisa ser mais lento, com atividades aeróbicas e pesos mais leves.

6 meses: Quase meio ano depois e toda a capacidade circulatória, pulmonar e cardíaca, podendo levar ao aumento da pressão arterial. Dr. Artur da Fonseca avisa que depois de tanto tempo sem exercícios regulares é possível um provável ganho de peso e flacidez muscular.

Em menos de um ano sem treinos é possível ver que o corpo é capaz de reagir e mudar totalmente, trazendo reflexos estéticos e para a saúde, já que toda a parte respiratória, vascular e muscular está comprometida.

Matéria publicada no site W Sports


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sexta-feira, 4 de março de 2016

Dor de cabeça: causas que passam despercebidas



Duas causas da dor de cabeça que apesar de serem bastante relevantes podem acabar por passar despercebidas. São as mudanças repentinas de clima e a má postura.

O que provoca uma dor de cabeça, e ainda mais no caso das enxaquecas, pode variar muito e grande parte das causas são até desconhecidas.

As dores de cabeça podem atrapalhar muito a vida de quem sofre com elas e as suas causas podem variar mesmo muito.

Duas causas da dor de cabeça que apesar de serem bastante relevantes podem acabar por passar despercebidas. São as mudanças repentinas de clima e a má postura.

A variação meteorológica abrupta, por exemplo, stressa o organismo e pode ser um gatilho para a enxaqueca.

A neurologista Thaís Villa destacou no mesmo programa que a má postura, disfunção temporomandibular, sinusite e as hérnias discais também podem provocar dor de cabeça. Quando estes problemas de saúde são tratados a dor de cabeça desaparece.

Estímulos não dolorosos, como o barulho, cheiros, claridade, atividade física, jejum, mudança de rotina de sono, álcool, mudanças hormonais ou stress emocional também são causas comuns destas dores.

Matéria publicada no site Notícias ao Minuto

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Grávidas sedentárias têm bebês mais pesados



Mulheres menos ativas durante a gravidez têm tendência a ter bebês mais pesados, o que pode ser um indicador de obesidade na vida adulta, segundo um estudo realizado pela Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP).

Em depoimentos à Lusa, a investigadora Paula Clara Santos, membro do Centro de Investigação em Actividade Física, Saúde e Lazer (CIAFEL) da FADEUP e uma das responsáveis pelo projeto, disse que “uma mulher grávida deve praticar exercício físico de forma moderada a vigorosa, durante 30 minutos, cinco ou mais vezes por semana” para evitar um excessivo ganho ponderal da mãe durante a gravidez e o excesso de peso do bebé.

O estudo que deu origem a este resultado, intitulado “níveis de actividade física ao longo da gravidez e a sua influência no estado físico e psicológico da mulher, bem como nos parâmetros morfo-funcionais do feto”, dividiu-se em dois períodos, com duas amostras de grávidas.

O primeiro, realizado nos centros de saúde da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), foi constituído por 118 participantes, avaliadas em todos os trimestres, através de questionários para a recolha de dados pessoais, obstétricos e clínicos.

No segundo momento, com auxílio do Hospital São João, avaliaram-se 133 mulheres no primeiro e no segundo trimestre gestacional (10-12 semanas e 20-24 semanas), no período pós-parto – através da acelerómetria e de ecografias, que permitiu obter informações sobre os parâmetros morfo-funcionais da criança -, e quando as crianças fizeram dois anos.

“Sabemos que a atividade física é um fator modificável e determinante para prevenir doenças crónicas não transmissíveis, como é o caso da hipertensão, da diabetes e das doenças cardiovasculares”, refere a investigadora, também docente na Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto.

A gravidez é um “evento de longa duração que tem consequências durante toda a vida da mulher” e que devia ser encarada como uma oportunidade de alterar os hábitos de atividade física, como se alteram em relação à alimentação, ao tabagismo e ao álcool, acrescenta.

Paula Santos refere ainda que essas mudanças de comportamento deviam ser estimuladas pelos profissionais de saúde, cujas indicações médicas continuam “muito aquém” das normas de orientação clínica recomendadas pelo American College of Sports Medicine (ACSM).

Por que é que as grávidas fazem pouco exercício

Acredita que o decréscimo da atividade física ao longo da gravidez é provocada “por falta de informação, alguns tabus e ideias pré-concebidas que possam existir em termos culturais” e pela falta de tempo que possa ser dispensado para o exercício.

Este estudo pretende avaliar também a relação entre atividade física e a diabetes gestacional, a hipertensão e o ganho ponderal, a influência da actividade física na auto-estima da mulher e nos níveis de ansiedade e a relação entre actividade/inactividade física materna com os parâmetros morfo-funcionais do feto bem como com o peso, a altura à nascença e o índice de Apgar.

A investigação, iniciada em 2010 e financiada pela Fundação para Ciência e Tecnologia (FCT) em 2012, em cerca de 80 mil euros, foi concluída em 2015, estando agora a ser estudados os resultados obtidos nas diferentes variáveis.

Para além de Paula Santos, colaboraram neste projeto os investigadores Sandra Abreu, Carla Moreira, Rute Santos, Pedro Silva e Jorge Mota, do CIAFEL, Odete Alves, da ULSAM, e Nuno Montenegro, do Hospital São João.

Matéria publicada no site TVi24


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Estresse e atividade física em excesso podem aumentar a queda de cabelo



A queda capilar (alopecia) pode ocorrer em qualquer idade, com surgimento agudo ou gradativo, apresentando-se com diminuição da densidade capilar de forma generalizada ou em pequenas áreas.

Dentre todas as formas, a mais identificada é a alopecia androgenética, que no homem se inicia na região frontal e, posteriormente, acomete o topo da cabeça (região da “coroa”). Já nas mulheres, a queda normalmente se inicia na linha média da cabeça e se expande lateralmente.
Inicialmente, começamos a observar cabelos demais no chão do banheiro, no pente, após nos pentearmos, e no travesseiro. Começamos a encontrar cabelos demais em qualquer lugar, menos aonde deveriam estar, e é aí que vem o desespero!

Podemos dividir a origem da alopecia em quatro grandes grupos:

Inflamatórias: por exemplo, a alopecia areata, que afeta 50% dos homens em algum momento da vida.

Genéticas: aquelas herdadas dos nossos antepassados, por exemplo a alopecia androgenética

Ambientais: associadas aos hábitos de higiene, hábitos alimentares, profissão e prática de esportes

Hormonais: associadas a doenças da tireoide e outras, que cursam com sensibilidade aumentada do folículo piloso a certos hormônios produzidos pelo nosso organismo

Ao contrário do que se pensava anteriormente, estes quatro fatores tendem a estar associados. A alopecia costuma ter um agente principal, combinado em maior ou menor grau com outro. Por exemplo, um paciente pode ter uma alopecia androgenética agravada pelo estresse, por praticar exercícios físicos exageradamente ou por métodos de higiene inapropriados. A partir daí, surgem infinitas combinações que poderão ser identificadas apenas por um profissional qualificado, que dedique tempo, paciência e escuta ao seu paciente.

Outro tipo de alopecia difusa é o eflúvio telógeno (ET), que apresenta-se com ciclos capilares anormais. Ou seja, o pelo que deveria estar em fase de crescimento (fase anágena) passa rapidamente para fase de queda (fase telógena). O que produz uma queda abrupta e abundante de cabelos (mais de 200 hastes ao dia) de dois a três meses após o estimulo desencadeante.

Provavelmente, o ET é a forma mais comum de perda capilar difusa entre homens e mulheres. observada pelos dermatologistas. O ET apresenta diversos fatores desencadeantes, como estresse, desequilíbrios endócrinos, deficiências nutricionais, medicamentos, etc. Em aproximadamente 30% dos pacientes, a causa não é identificada, mas a evolução do quadro é autolimitada.

Quando o assunto são as mulheres, observamos casos de alopécia por ET associada ao estresse, também ao uso exagerado de substâncias químicas para o cabelo, uso contínuo de medicamentos para doenças crônicas e prática exagerada de exercícios físicos. Além disso, alguns estudos mostram a relação entre a queda capilar com intoxicação por metais pesados como chumbo e o cádmio que são muito prevalentes na nossa população.

Segundo o dermatologista e tricologista Misael do Nascimento, “o primeiro passo no tratamento é descobrir a causa. Para isso, médico e paciente precisam resgatar na memória todos os eventos importantes ocorridos nos três meses que antecederam a queda capilar. Após a suspensão do agente causal, como em todo tratamento de alopecia, é preciso ter paciência para se obter um bom resultado terapêutico. A boa notícia é que, hoje em dia, esse tempo de espera pode ser reduzido com o auxílio dos tratamentos orais e tópicos estimulantes do crescimento capilar, que comprovadamente melhoram muitos casos de alopecia.

Vale ressaltar que alguns nutrientes são essenciais para o crescimento capilar e são bem descritos na literatura científica, como Ômega 3 & 6, Ferro, Vitamina B12 (cobalamina), Zinco, Biotina, Vitamina D e Vitamina E.

É importante lembrar que a identificação precoce da causa da alopécia é fundamental. Além disso, uma história clínica colhida pelo médico e uma avaliação laboratorial completa são importantes para exclusão de causas endócrinas, nutricionais e/ou autoimunológicas para a queda capilar. Essas medidas auxiliam o médico para que seja feito o tratamento específico o quanto antes, a fim de evitar as estratégias terapêuticas mais agressivas.

Bibliografia:
Deo K et al. Observational Study of Acquired Alopecias in Females Correlating with Anemia and Thyroid Function. Dermatol Res Pract. 2016 (2016:6279108).Abdel A. et al. Possible Relationship between Chronic Telogen Effluvium and Changes in Lead, Cadmium, Zinc, and Iron Total Blood Levels in Females: A Case-Control Study. Int J Trichology. 2015 Jul-Sep;7(3):100-6. Malkud S. Telogen Effluvium: A Review. J Clin Diagn Res. 2015 Sep;9(9):WE01-3. Matsumura H et al. Hair follicle aging is driven by transepidermal elimination of stem cells via COL17A1 proteolysis. Science. 2016 Feb 5;351(6273):aad4395. Ablon G et al. A Randomized, Double-blind, Placebo-controlled, Multi-center, Extension Trial Evaluating the Efficacy of a New Oral Supplement in Women with Self-perceived Thinning Hair. J Clin Aesthet Dermatol. 2015 Dec;8(12):15-21. Betz R. et al. Genome-wide meta-analysis in alopecia areata resolves HLA associations and reveals two new susceptibility loci. Nov 2014. Nature. doi:10.1038/ncomms6966

GUILHERME RENKE
Médico pela Universidade Estácio de Sá, com pós-graduação em Cardiologia pelo Instituto Nacional de Cardiologia INCL RJ e Endocrinologia pela IPEMED. Membro da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, Membro do American College of Sports Medicine, Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Membro do Departamento de Ergometria e Reabilitação da SBC.

Matéria publicada no site Eu Atleta

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quinta-feira, 3 de março de 2016

Conheça a importância de suplementos de cálcio para sua saúde


Geralmente associado ao desenvolvimento ósseo, o cálcio exerce muitas funções no corpo tanto de crianças quanto de adultos. Esse nutriente atua na coagulação sanguínea, no ritmo cardíaco e na contração muscular. Em virtude disso, os nutricionistas e médicos costumam ser enfáticos ao recomendar a ingestão de leite e derivados, alimentos ricos em cálcio.

Durante a infância, essa substância atua principalmente no desenvolvimento corporal, sendo que, após os 20 anos, ela age para manter e aumentar a massa óssea. Portanto, o cálcio é importante em todas as fases da vida.

Apesar de todos esses benefícios, nem todo mundo ingere a quantidade certa de cálcio por dia. De acordo com o setor de Nutrição Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein, um adulto entre 19 e 50 anos precisa de 1.000 mg diariamente, enquanto uma pessoa acima dessa faixa etária necessita de aproximadamente 1.200 mg, pois é o período em que o organismo perde massa óssea, que precisa ser recomposta.

Como muitas pessoas não se preocupam com a alimentação e preferem alimentos do tipo “fast food”, a dificuldade em obter cálcio aumenta. Além disso, há pessoas que não podem ingerir leite puro ou não gostam, podendo optar pelos derivados do leite.

Outros fatores que interferem na função do cálcio no organismo são as substâncias que prejudicam a absorção do nutriente. Um dos principais é o ácido oxálico, encontrado no espinafre, na acelga e na beterraba. Para evitar esse tipo de problema, é importante que ingestão de leite e seus derivados seja realizada em períodos diferentes do consumo desses vegetais.

As pessoas que consomem bastante carne vermelha também podem ter mais necessidade de cálcio, pois esse tipo de alimento estimula a eliminação da substância pela urina. O sódio, presente principalmente em produtos prontos e em conserva, é outro componente que impede a absorção de cálcio.

Já a vitamina D é a maior aliada do corpo. Obtida especialmente pela luz solar, ela auxilia no processo de fixação do cálcio, pois regula os níveis do mineral na corrente sanguínea. Segundo dados da mesma instituição citada acima, praticar atividades físicas aeróbicas é outra maneira de fixar o cálcio nos ossos.

Suplementação
Para obter a quantidade adequada de cálcio, uma boa alternativa é fazer a suplementação. Na prática, funciona assim: a pessoa mantém uma dieta balanceada, com o máximo de cálcio que consegue consumir e ingere uma ou duas vezes por dia um produto à base de cálcio. Existem no mercado vários suplementos que possuem a substância, sendo o mais popular o Whey Protein.

Embora o seu uso seja destinado aos praticantes de atividade física, o Whey Protein pode ser indicado a quem precisa de cálcio e outros nutrientes essenciais. Para saber se essa é a melhor opção para você, é necessário procurar um médico ou nutricionista, que irá avaliar o seu caso individualmente.

Matéria publicada no site Exame.com



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Mais atividade física, menos ansiedade igual a menos exageros alimentares


A maior produção de serotonina reduz a ansiedade e proporciona uma escolha mais “seletiva” dos alimentos, sem aquele componente compulsivo que leva ao exagero.

A proposta de perder peso com a prática de atividades física ainda pode ser considerada um paradigma com muitas incertezas e informações controvertidas. A expectativa de efeitos a curto prazo e a tendência de superestimar o impacto do exercício no balanço calórico contribuem para dificultar a obtenção dos resultados desejados. Como costuma dizer a Dra Gerseli Angeli “a boca é mais rápida que as pernas”, ou seja, é muito mais fácil consumir calorias do que gastar.

Uma hora de atividade física de intensidade moderada, como uma caminhada vigorosa, pode proporcionar a queima de 300 a 400 calorias, o equivalente a uma pequena “imprudência” como um doce mais elaborado e saboroso.
A tendência de se atribuir aos exercícios um efeito calórico maior que a realidade certamente prevalece e chega a fazer parte de estratégias enganosas de divulgação de certos programas de exercícios.

Os benefícios dos exercícios físicos para a perda de peso vão muito além da matemática calórica. Um programa de exercícios que se torne hábito proporciona efeitos que compõem todo um contexto de adaptações físicas, metabólicas e hormonais no nosso organismo.
Nas últimas décadas, inúmeros estudos experimentais tem comprovado que redução da ansiedade proporcionada por uma mudança da química cerebral como decorrência da prática regular de exercícios físicos é um dos benefícios mais importantes que colaboram para a perda de peso.

A ansiedade pode ser considerada a grande vilã dos exageros alimentares que contribuem para o ganho de peso. Vários estudos científicos comprovam aumento da produção de serotonina em praticantes de exercícios físicos após os primeiros dias de um programa regular.

A maior produção de serotonina reduz a ansiedade e nos proporciona uma escolha mais “seletiva” dos alimentos, sem aquele componente compulsivo que sempre leva ao exagero desnecessário e pernicioso.

Vale a pena apostar neste resultado e usufruir da verdadeira mudança de comportamento alimentar que os exercícios físicos podem promover, não somente proporcionando a perda de peso como também promovendo saúde e qualidade de vida.


TURÍBIO BARROS
Mestre e Doutor em Fisiologia do Exercício pela EPM. Foi membro do American College of Sports Medicine, professor e coordenador do Curso de Especialização em Medicina Esportiva da Unifesp e fisiologista do São Paulo FC e coordenador do Departamento de Fisiologia do E.C. Pinheiros www.drturibio.com

Matéria publicada no site Globo Esporte


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Hidratação x Atividade física


Durante a atividade física, para obter o aproveitamento e o rendimento desejado é preciso fazer uma correta hidratação do organismo antes, durante e após os exercícios.

Quando praticamos exercícios, devemos ter cuidados, não só na escolha dos alimentos que comemos, mas também no conteúdo e nas quantidades de líquidos que ingerimos. Considerando-se que há perdas significativas de líquidos e minerais durante o exercício, nossa ingestão hídrica deve ser aumentada para que a falta de hidratação não traga malefícios ao nosso organismo.

Durante a prática da atividade física, a taxa de transpiração é altamente variável, em média, perde-se de 1 a 2 litros de líquidos por hora de exercício, dependendo das condições ambientais de temperatura e umidade relativa do ar.

Através da transpiração, ocorre a perda de água e eletrólitos (sódio, potássio, magnésio e cloro) causando a desidratação, que acarreta na diminuição do volume de sangue em cada bombeamento (batimento cardíaco) realizado pelo coração. Entretanto, o organismo mobiliza a água de várias partes do corpo para o sangue. Sendo esse mecanismo insuficiente, ocorre um aumento da freqüência cardíaca na tentativa de manter o bombeamento de sangue e a pressão arterial em condições normais. Quando o aumento da freqüência cardíaca é insuficiente ocorre redução de força aeróbia (capacidade respiratória) e prejuízo no desempenho durante a atividade física.

De acordo com a porcentagem de perda de água corporal, pode haver o comprometimento da atividade física. Por exemplo, se houver perda de 2%, ocorre a sensação de sede; perda de 4%, há uma diminuição de 20 a 30% da capacidade física acarretando em um esforço maior para a sua realização.


Por que a Hidratação é fundamental?

Durante a atividade física, os músculos produzem grande quantidade de calor que deve dissipar-se ao ambiente, caso contrário, ocorrerá um aumento da temperatura central do corpo. A sudorese (transpiração), é uma resposta fisiológica que tenta limitar este aumento de temperatura. Contudo, se ocorrer perda de líquidos e esta resposta não for compensada com a ingestão de líquidos, haverá um desequilíbrio na regulação da temperatura, diminuição do rendimento e, possivelmente, da saúde.



O processo de hidratação

De acordo com o American College of Sports Medicine (Colégio Americano de Medicina Esportiva) a recomendação para ingestão de líquidos antes, durante e após exercícios físicos visa prevenir a desidratação, que prejudica o funcionamento normal do organismo e do rendimento físico.


1) A ingestão de 500 ml de líquidos cerca de 2 horas ANTES do exercício, garante o início da atividade com um nível adequado de hidratação, além do tempo suficiente para eliminar o excesso de líquidos.

2) Principalmente DURANTE a atividade física. A ingestão de líquidos deve compensar ou repor tanto quanto for possível a quantidade de líquidos perdida pela sudorese.Recomenda-se de 150 ml a 300 ml em intervalos regulares, a cada 15 ou 20 minutos.


ATENÇÃO:

a- A Reposição Hídrica não se faz com volume e sim com freqüência de ingestão de líquidos, portanto, deve-se iniciar a hidratação cedo e de forma regular.
b- A quantidade e freqüência devem ajustar-se de acordo com a sudorese, tolerância e a velocidade de esvaziamento gástrico de cada indivíduo.



3) APÓS a atividade física, uma hidratação adequada restabelece o equilíbrio de água e eletrólitos, sendo essencial no processo de recuperação. O volume a ser consumido deverá ser maior (pelo menos 50% a mais) que o volume de suor perdido. Pode-se calcular a quantidade de líquido perdida pesando-se antes e após o exercício: cada 100 gramas de peso perdido representam aproximadamente 100 ml de suor. Por exemplo, se um indivíduo perdeu 1 kg, aproximadamente 1 litro, este deverá se hidratar com 1,5 litros de líquidos até 6 horas após a atividade.

Estudos indicam que a ingestão de líquidos é máxima e eficiente quando os mesmos são consumidos preferencialmente gelados (em torno de 14ºC), facilitando assim sua absorção.



Fórmula de Cálculo:

PESO PÓS-TREINO X 100 – 100 = % de Perda Hídrica
PESO PRÉ-TREINO
Resultado prático:
1- menor ou igual a 2% de perda hídrica: só a água será suficiente;
2- maior que 2% de perda hídrica: beba um isotônico, além da água;



Isotônicos:
Isotônicos são bebidas à base de água, sais minerais e carboidratos (6 a 8%), ideais para reposição de líquidos e eletrólitos (essenciais nas contrações musculares) perdidos durante atividade física através do suor.


São chamados isotônicos por possuírem formulação semelhante ao plasma sanguíneo, o que facilita a absorção do líquido. Por apresentar baixa quantidade de carboidratos se comparado com outras bebidas (sucos e refrigerantes), não há sobrecarga do aparelho digestivo. Além disso, os carboidratos fornecem energia para os músculos em exercício.
A água de côco é um isotônico natural.

Em atividades físicas com até 60 minutos de duração, em tese, não há necessidade de repor estes sais, só a água será suficiente. Porém existem situações que devem ser analisadas. De uma maneira geral, atividades com mais de 90 minutos de duração necessitam do consumo de uma bebida isotônica.

Em dias mais quentes preste atenção também à umidade do ar, que quando acima de 80% resulta na dificuldade do resfriamento corporal. É quando se formam gotículas de água sobre a pele que não evaporam, diminuindo o rendimento físico.

Nestas condições é necessário redobrar a atenção com a hidratação à base de água e isotônicos.

Vale lembrar que a perda de líquidos é diferente para cada indivíduo e depende de fatores como: carga de trabalho, condicionamento físico, adaptação às condições climáticas- aclimatação, temperatura ambiente, umidade do ar, etc.

Obs: Pessoas hipertensas, diabéticas, portadoras de doenças renais, gestantes ou lactantes poderão usar as bebidas isotônicas sob orientação médica ou nutricional.


Lembre-se:

• Não espere sentir sede para hidratar-se. A sede é o sintoma inicial da desidratação (hipohidratação);


• Tome pelo menos 2 litros de água ao dia;
• Comece o dia ingerindo um copo de água… e chegue ao final dele ingerindo pelo menos 10 copos… Deixe sempre uma garrafinha na mesa do escritório, na sala de aula, no carro, …;
obs: 1 copo=200 ml


• Observe sempre a cor da urina, quanto mais escura e concentrada maior a necessidade de se tomar água. Portanto, o ideal é que ela esteja clara, transparente.
• Hidrate-se antes, durante e após a atividade física.

Dr. Rogério Neves, 55 anos, maratonista.- Diretor Clínico do SportsLab-Laboratório de Performance Esportiva – Médico Fisiologista da Seleção Brasileira de Futebol Masculino – Jogos Olímpicos de Londres 2012 – Medalha de Prata –  Médico Fisiologista da Seleção Brasileira de Futebol Feminino – Jogos Olímpicos de Atenas 2004 – Medalha de Prata

Matéria publicada no site R7

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