quinta-feira, 9 de abril de 2015

Pilates também é remédio


Quando bem fundamentados, os exercícios de Pilates ensinam a organizar e ativar a musculatura para estabilizar a coluna. É por esse motivo que a dor óssea ou muscular, não é apenas aliviada, mas na maioria das vezes, curada. Uma vez entendida pelo aluno, é possível incorporar a técnica ao cotidiano.

Para dores, analgésicos ou fisioterapia. A recomendação parece lógica para quem sofre com problemas na coluna cervical ou agulhadas diárias e intermitentes na lombar. A matemática da dor, entretanto, nos últimos anos, ganhou um potencial fator de cura.

Incorporado gradualmente ao receituário médico, o Pilates deixa o âmbito restrito ao fitness e passa a ser usado como alternativa no tratamento de problemas ortopédicos, neurológicos e respiratórios. A modalidade existe desde a Primeira Guerra Mundial. Na época, seu significado limitava-se a um dos sobrenomes do alemão Joseph Pilates, precursor da atividade. A proposta trabalha a idéia de consciência corporal.

“Exercícios lentos e bem executados promovem equilíbrio do organismo e ajudam a eliminar a dor.”, explica Silvia Gomes, diretora da Aliança Brasileira de Pilates (ABRAP) e dona de um estúdio de Pilates que leva seu nome, em São Paulo.

Na contramão do analgésico, a técnica, segundo Silvia, tem um efeito duradouro e educativo. “Quando bem fundamentado, os exercícios ensinam a organizar e ativar a musculatura para estabilizar a coluna. É por esse motivo que a dor óssea ou muscular, não é apenas aliviada, mas na maioria das vezes, curada. Uma vez entendida pelo aluno, é possível incorporar a técnica ao cotidiano.”

Os resultados, na visão da especialista, podem ser sentidos logo após as primeiras aulas. “Tenho centenas de alunos com casos de dor. Na grande maioria das vezes, o sintoma forte, agressivo, melhora após a segunda aula.”

Os efeitos poderosos são conseguidos por meio de aparelhos robustos, elásticos e bolas de plástico enormes, utilizadas para realizar exercícios diferenciados que a técnica propõe. No caso da lombalgia crônica, Silvia explica que o treino estimula a mobilidade da caixa torácica, alonga os músculos que estão entre as costelas e desperta o volume tridimensional do corpo. O trabalho combina respiração, movimento, flexibilidade e força. “Ensinamos como respirar adequadamente e qual a movimentação ideal para mobilizar as vértebras e as costelas.”

Embora a modalidade não imponha limites de idade para a prática, a profissional alerta que é preciso conhecer o histórico, os objeitvos e as possíveis doenças ou restrições de cada aluno. Em seu estúdio, ela revela que já tratou pessoas com complicações sérias, provocadas por exercicios executados sem cuidados por outros profissionais.

“Em um exercicio simples de massagear o corpo do aluno com o bolão de plástico o instrutor pode quebrar a coluna cervical de um aluno que tenha osteoporose. Já vi isso acontecer muitas vezes. A técnica é séria, não pode ser realizada por qualquer um, exige capacitação.”

Comprovação científica

Depois de arrebatar marombeiros, sedentários e doloridos, a modalidade começa a ganhar embasamento científico e endossa seu valor terapêutico. A fisioterapeuta da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Camila Pinhata Rocha, analisou os efeitos do pilates no tratamento da lombalgia crônica e fundamentou sua tese de doutorado no assunto.

Para comparar resultados, a pesquisadora tratou um grupo de mulheres com eletroterapia, um aparelho usado pela fisioterapia para trabalhar a dor, e outro conjunto de pacientes recebeu sessões semanais de pilates.

A escrevente judiciária Núbia Maria Medeiros Feltre, de 40 anos, foi uma das 36 mulheres sedentárias, com crises severas de dor na lombar, que não faziam o uso de medicamentos, a participar do estudo desenvolvido por Camila.

Os dados foram satisfatórios em ambos os grupos pesquisados. Camila explica, porém, que os pacientes que utilizaram o aparelho voltaram a ter problemas pouco tempo após o término da pesquisa, efeito que não foi sentido pelo grupo que freqüentou as aulas de pilates. “A eletroterapia não dá condição muscular, consciência corporal que o pilates promove. A dor não é tratada, apenas amenizada.”

Asma e impotência

A gama de atuação da modalidade é ampla e curiosa. A fisioterapeuta da Unicamp revela resultados positivos em pacientes com asma e bronquite. “A atividade trabalha corpo e mente, pede que o aluno conheça o corpo, aprenda a respirar corretamente e promove condicionamento cardiovascular”.

Silvia Gomes comenta que muitos atletas, após sofrerem um processo cirúrgico ou um lesão grave, recorrem ao pilates em busca de reabilitação. O trabalho foca um fortalecimento muscular e permite que o esportista volte a praticar a modalidade em pouco tempo. “Montamos um treino que atenda a necessidade e respeite os limites de cada aluno. A variedade de aparelhos e exercícios é enorme e evolutiva.”

Aprender a relaxar e contrair os músculos de maneira mais eficiente eleva a qualidade de vida pessoal e sexual. Segundo os profissionais, a técnica pode ajudar a combater a impotência sexual, no caso dos homens, e dar firmeza ao períneo feminino. Silvia revela que os exercícios trabalham o assoalho pélvico, estimulam a ativação do transverso do abdome, conhecido como o cinturão de força do corpo. “O aluno aprende a sensibilizar essa região. O movimento é muito pequeno, é preciso aprender a relaxar para conseguir contrair e sentir os benefícios.”

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Perna mais curta do que a outra? Dismetria tem diferentes causas


A Dismetria no comprimento ou discrepância é uma condição em que o comprimento de uma perna é diferente da outra (mais curto ou mais longo) por causa de um ou ambos serem alterados funcionalmente (músculo/postura) ou estruturalmente (osso/cartilagem).

Tratamento de desigualdade no comprimento das pernas envolve abordagens que variam entre funcional, estrutural ou até mesmo a combinação de ambas.
A Dismetria no comprimento ou discrepância é uma condição em que o comprimento de uma perna é diferente da outra (mais curto ou mais longo) por causa de um ou ambos serem alterados funcionalmente (músculo/postura) ou estruturalmente (osso/cartilagem).
A alteração do comprimento da perna de forma funcional ocorre quando as pernas são as mesmas. No entanto, devido a uma outra condição, tal como a inclinação da pelve ou piriforme e isquiostibiais encurtados, cria a aparência de uma perna mais comprida ou mais curta do que a outra. A desigualdade do comprimento da perna estrutural mostra que existe uma diferença verdadeira.


CAUSAS


- Neuromuscular:
Desequilíbrio muscular causando tração diferente na pelve gerada pelo encurtamento especialmente do piriforme (que leva a uma rotação externa do fêmur encurtando assim da perna) e isquiotibiais. Exemplo: Algumas doenças como pólio e paralisia cerebral.
- Deformidades ósseas:
Genu recurvatum, valgo, varo, Arcos costais e vértebras assimétricos , escoliose
- Trauma e pós operatório:
Fratura dos ossos da perna ou lesão da Placa epifisária, pós operatório de algumas próteses como quadril e joelho
- Idiopática/genética:
Transtorno dos quadris (tais como Legg-Perthes-Calve ‘ou epifisiólise femoral).
- Alterações degenerativas avançadas como artrose ou doenças que levam ao desgaste articular (Exemplo: artrite):
A coluna vertebral adota uma posição errada, desviando-se do seu eixo normal e produzindo uma escoliose | Desnivelamento da Bacia


SINAIS E SINTOMAS


 – O paciente/atleta podem se apresentar com uma alteração da marcha (tais como claudicação , “mancar)
– Pode ocorrer desvio postural da coluna para compensar e dor lombar.
– Dor na perna mais curta devido ao aumento do impacto
– Dores nas articulações devido a sobrecarga como dor no joelho, síndrome  do trato íleo tibial, pronação do pé compensatória e fascite plantar,
– Diferença de força nos membros inferiores.
– Pode também ocorrer aumento ou degeneração do disco vertebral.
– Os sintomas variam entre os pacientes, dependendo do esforço físico e sobrecarga que o mesmo faz nas pernas


DIAGNÓSTICO


No exame físico, o médico vai avaliar se a dismetria é funcional medindo pontos ósseos fixos e fazer o diagnostico diferencial com a discrepância estrutural através de exames por imagem.


TRATAMENTO


O Tratamento de desigualdade no comprimento das pernas envolve muitas abordagens diferentes, que variam entre ser  funcional, estrutural ou até mesmo a combinação de ambas.
Pode ser iniciado  fisioterapia:
– liberação miofascial (massagem)
– alongamento dos músculos encurtados.
– manipulação ou mobilização da coluna vertebral, sacro-ilíaca , quadril, joelho e pé
Órteses: Sapatos com elevação  podem ser usados para tratar discrepâncias de dois a seis cm (geralmente até 1 cm podem ser inseridos no sapato palmilhas
Para maiores desigualdades no comprimento da perna, o sapato deve ser construído sob medida e personalizado.


CIRURGIA


O médico poderá fazer a ressecção óssea ou epifisiodese em casos de alterações do crescimento ou usar uma das técnicas para alongamento ósseo.


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Fast food tem mesmo efeito que suplementos após o treino, diz estudo


Cientistas da Universidade de Montana, nos Estados Unidos descobriram que, durante o período de recuperação muscular após a atividade física, não faz diferença o tipo de alimento consumido.
Whey protein, que nada! Comer fast food logo após a prática de exercícios pode ser tão benéfico quanto a ingestão de suplementos alimentares.

Embora pareça brincadeira, a afirmação é de cientistas da Universidade de Montana, nos Estados Unidos. Em novo estudo, os pesquisadores descobriram que, durante o período de recuperação muscular após a atividade física, não faz diferença o tipo de alimento consumido.

O trabalho foi publicado no International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism. Nos experimentos, 11 atletas homens foram convidados a jejuar por 12 horas, antes de um treino de resistência de 90 minutos.

Depois disso, metade comeu bolos, batatas e suco de laranja, seguidos de hambúrguer, fritas e refrigerante cerca de duas horas depois. O outro grupo consumiu isotônico, manteiga de amendoim orgânica e cafeína, além de suplementos proteicos e energéticos, também duas horas depois. Após ambas as refeições, todos os participantes percorreram 20 quilômetros em uma bicicleta ergométrica.

Testes comparativos mostraram que o desempenho permaneceu o mesmo após horas de descanso, enquanto os níveis de glicogênio — usado como combustível pelos músculos — se apresentaram ligeiramente maiores depois de os voluntários ingerirem fast food em vez de suplementos durante a recuperação muscular. Também não foram encontradas diferenças nas taxas de insulina, glicose e colesterol. Nenhum atleta reportou desconforto estomacal.

“Os dados indicam que as opções em curto prazo para iniciar a ressíntese de glicogênio (após a atividade física) pode incluir alimentos que não são normalmente comercializados como produtos de nutrição desportiva, como fast food”, escreveram os pesquisadores no artigo.

No entanto, os cientistas admitiram que o experimento foi realizado com uma amostra relativamente pequena de voluntários, e os efeitos em longo prazo da ingestão de fast food sobre a recuperação muscular não são conhecidos. As informações são do site do jornal britânico Daily Mail.

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

INSCRIÇÕES ABERTAS !!! - CURSO DE REABILITAÇÃO E TREINAMENTO ATRAVÉS DO MÉTODO PILATES- FORMAÇÃO COMPLETA - JOINVILLE/SC





INSCRIÇÕES ABERTAS !!!
 
 
 
CARGA HORÁRIA: 300 horas /Mec

Incluindo: I e II módulos - 75 horas/Mec

Estágio /aulas - 25 horas

Estágio opcional - 50 horas

Estudos on line – 150 horas (videolivraria )


Acesso a VIDEOLIVRARIA TAO PILATES , com mais de 300 clips - de exercícios de pilates no solo , na bola, no reformer, cadillac, chair e ladder . Apresentados pelo Dr. Joel Steinman, com conteúdo Biomecânico detalhado.
Você estará aprendendo um total de 275 exercícios com mais de 240 variações sendo:

REFORMER: 35 EXERCÍCIOS COM 80 VARIAÇÕES
CADILLAC: 36 EXERCÍCIOS COM 45 VARIAÇÕES
CHAIR: 38 EXERCÍCIOS COM 30 VARIAÇÕES
LADDER BARREL: 8 EXERCÍCIOS COM 20 VARIAÇÕES
MAT: 36 EXERCÍCIOS COM 20 VARIAÇÕES
BOLA: 62 EXERCÍCIOS COM 40 VARIAÇOES
ROLO DE FELDENKRAIS: 30 EXERCÍCIOS
FLEXI RING: 30 EXERCÍCIOS COM MÚLTIPLAS VARIAÇÕES

Supervisão de detalhes:
Base Biomecânica
Prova - Avaliação

Incluindo discussão de casos, conferência, mini- laborátorios,
Plano de aulas básicas e intermediárias no Mat e Acessórios
Plano de aulas básicas e intermediárias nos Aparelhos
Plano de aulas nas patologias cervicais, lombares, desvios posturais, Patologias de ombro, quadril,joelho e tornozelo.
Plano de Treinamento


Conteúdo:

1- História do Pilates.
2- Introdução ao Método Pilates.
3- Princípios, Conceitos e Terminologia do Método.
4- Anatomia do Pilates.
5- Biomecânica/Cinesiologia/Neurociência
6- Enrolar e endireitar - Sistema reto
7- Sistema cruzado Anterior e Posterior
8- Respiração Torácica Lateral
9- O efeito das molas: resistência e assistência.
10- Avaliação da Postura Estática e Dinâmica.
11- Avaliação do Core.
12- Reabilitação através do Método Pilates nas principais patologias da coluna vertebral, ombros, joelhos e tornozelos.
13- Estabilização Estática/Dinâmica, Dissociação e Mobilização.
14- Treinamento e Fitness através do Pilates.
15- Pilates na Medicina Esportiva.
16- Série básica e intermediário de exercícios de Pilates, Reformer, Cadillac/Wall Unit; Ladder Barrel, Chair e acessórios( bola , magic circle, rolo).
17- Como evoluir e acompanhar o treinamento e a reabilitação.
18- Estágio Supervisionado - Acompanhamento de casos clínicos.
19- Como montar um estúdio
20- Avaliação e Prova.


Estágio Supervisionado obrigatório de 25 HORAS/AULAS/MEC

1- O estágio faz parte integrante do Curso.
2- O estágio realizado no Tao Pilates Instituto - Florianópolis esta incluso no valor do curso.
3- O estágio poderá ser realizado em qualquer estúdio certificado, desde que você comprove a realização. (declaração de estágio)
4- O estágio realizado fora do Tao Pilates Instituto não esta incluso no valor do Curso.



Corpo Docente:
Dr. Joel Steinman - e equipe do TAO PILATES

Médico com mais de 35 Anos de experiência clinica
Surfista há 35 anos
Especialista em Medicina Esportiva - Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte Especialista em Acupuntura e Manipulação Vertebral (quiropraxia) na China pela Academia de Medicina Tradicional Chinesa de Beijing- China - Membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura
Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatra
Mestre em Saúde pela Universidade de Paris
Membro do Pilates METHOD ALIANCE
Pós graduação em Posturologia
Cursou programas de formação na Austrália
Criador do TAO PILATES, voltado a reabilitação e reestruturação do movimento
Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Física e de Reabilitação
Diretor Médico do Campeonato Mundial de Surf – WCT Brasil
Diretor Tao Pilates Instituto de Acupuntura e Medicina do Esporte
Autor do livro Surfing and Health (Meyers&Meyers)
Autor do livro Surf e Saúde


Informações:
TAO PILATES® INSTITUTO DE MEDICINA EXERCÍCIO E DO ESPORTE
Fone/Fax: 048-3228-9898
WWW.TAOPILATES.COM.BR
secretaria@taopilates.com.br


NOTA- INSTRUTOR RESPONSÁVEL PELO CURSO PODERÁ SER ALTERADO, CASO HAJA ALGUM IMPEDIMENTO.




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VAMOS ELIMINAR O SEDENTARISMO



Na última década, o sedentarismo tem sido enfrentado como um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis como enfermidades cardiovasculares, hipertensão, diabetes e obesidade. É reconhecido como um dos principais inimigos da saúde pública no mundo, não só pela sua alta prevalência como pela altíssima mortalidade, confirmada por recente publicação da Organização Mundial da Saúde, que aponta como o segundo fator de risco de morte dentre as 19 principais, estando à frente inclusive de obesidade, diabetes, tabagismo e hipercolesterolêmica, sendo responsável no mundo por 5,3 milhões de mortes por ano.

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A primeira quinzena do mês de abril é marcada por datas comemorativas de grande relevância para a nossa sociedade.



Dia 6 de abril é o Dia Mundial da Atividade Física. Sabe-se que o sedentarismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade dentre outras doenças crônicas não transmissíveis. Pensando nisso,  a Organização Mundial de Saúde instituiu esta data, objetivando a prevenção do sedentarismo, com incentivos à prática de atividades físicas em locais públicos.
O Dia Mundial da Saúde é comemorado no dia 7 de abril, e objetiva conscientizar as pessoas sobre a importância da saúde nas suas vidas e no dia a dia, para que se atentem às variadas formas de se cuidar.
Com o intuito de promover, estimular a prática de exercícios físicos, a alimentação saudável e incentivar a melhoria da qualidade de vida da população o governo institui o dia 11 de abril como o Dia Nacional de Qualidade de Vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, ter saúde não é somente ausência de doença, é também, manter um estado de bem-estar mais amplo, que envolve aspectos físico, mental, espiritual e social da pessoa.
            Movimente-se, cultive boas práticas em saúde

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Veja algumas ameaças inusitadas à saúde do coração



As doenças cardiovasculares são líderes em morte no mundo, sendo responsáveis por quase 30% dos óbitos no Brasil. Dentre estas, o infarto agudo do miocárdio é a causa principal. Tabagismo, dieta rica em sódio, estresse e sedentarismo são apenas alguns dos vilões da saúde cardíaca. No entanto, existem outras ameaças que podem afetar principalmente aquelas pessoas que já possuem os fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares, como pressão arterial e colesterol em níveis acima do normal. Conversamos com especialistas e listamos as armadilhas escondidas para a saúde do nosso coração. Confira:

Pastilhas efervescentes


Pode parecer estranho, mas essas bolhas escondem mais riscos ao coração do que você imagina. Segundo um estudo publicado em janeiro no British Medical Journal, existe uma relação entre as pastilhas e infartos ou AVC. Os pesquisadores da Universidade Dundee analisaram exames médicos de 1,2 milhões de pacientes britânicos e descobriram que tomadores regulares de medicamentos efervescentes eram sete vezes mais propensos a desenvolver pressão alta ou hipertensão, além de correrem um risco 16% maior para eventos cardiovasculares, como infarto e AVC. O estudo analisou 24 diferentes remédios efervescentes, incluindo os principais analgésicos, como paracetamol e ácido acetilsalicílico, assim como suplementos.
Essa relação acontece porque esses medicamentos possuem grandes quantidades de sódio. Segundo o estudo, algumas pastilhas de 69 mg a 415 mg de sódio –  aproximadamente um quinto de uma colher de chá. O consumo diário recomendado para um adulto é de 2000 mg a 2400 mg, equivalente a 6 gramas de sal.
Olhando para esses números isoladamente, os medicamentos não parecem oferecer uma ameaça tão grande – afinal, seria necessário ingerir uma quantidade muito grande deles para chegar as recomendações diárias estipuladas pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No entanto, devemos pensar que esses remédios só agregam à lista de alimentos ricos em sódio que são ingeridos ao longo do dia, como refrigerantes outros industrializados. “Quando em excesso no organismo, o sódio fica acumulado no sangue em vez de ser absorvido pelas células, ocorrendo o que chamamos de desequilíbrio osmótico, já há maior concentração do mineral fora das células do que dentro delas”, explica o cardiologista Luiz Ferlante, do Hospital Samaritano de São Paulo. Para equilibrar esses níveis, o corpo precisa de mais água circulando pelo sangue, reduzindo assim as concentrações de sódio. “A retenção de água faz o volume de sangue nas artérias aumentar, e por isso o coração precisa bombear mais sangue do que o normal, aumentando a pressão sanguínea”, diz Luiz. Quando esse problema se torna crônico, temos a hipertensão arterial, que por si só aumenta o risco de diversas doenças cardiovasculares.
Caso você use medicamentos efervescentes de forma contínua, converse com o médico e discuta seus riscos. Se não, o ideal é não usar com frequência e sempre ficar atento à alimentação de forma geral.


Doenças inflamatórias


Pesquisadores da Clínica Mayo descobriram que a artrite reumatoide pode ser considerada um fator de risco para doenças do coração. O levantamento sugere que as altas quantidades de moléculas inflamatórias no corpo dos pacientes com artrite reumatoide pode aumentar o risco de doença cardíaca. Esse estado inflamatório pode favorecer a oxidação do colesterol bom (HDL), que se transformará em colesterol ruim (LDL). Todo esse cenário favorece doenças como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca, entre outros.
Entretanto, não é só a artrite reumatoide que pode elevar as inflamações no organismo. Outras doenças bem mais comuns, como obesidade e diabetes tipo 1, também são inflamatórias e aumentam o risco cardíaco quando descontroladas. “O tecido adiposo é um grande produtor de substâncias inflamatórias – e os adipócitos (células de estoque da gordura) aumentam em número e volume com aobesidade”, afirma o endocrinologista Isaac Benchimol, do Conselho Empresarial de Medicina e Saúde da Associação Comercial do Rio de Janeiro. Ele explica que o organismo se cansa de corrigir o erro alimentar e o sedentarismo, e vai progressivamente lançando de volta na circulação o colesterol e os triglicerídeos que não conseguiu armazenar no fígado e tecido adiposo. Essa gordura em excesso no sangue pode formar placas e entupir as artérias, causando um infarto ou AVC. Já no caso do diabetes tipo 1, o excesso de glicose no sangue pode lesionar a parede das artérias, causando inflamações que podem corroborar com um aumento do risco de eventos cardiovasculares.


Temperaturas baixas


Um grupo de pesquisadores da London School of Hygiene and Tropical Medicine encontrou uma relação entre a temperatura do ambiente e o risco de ataque do coração. Eles descobriram que uma queda brusca na temperatura aumenta as chances de uma pessoa ter um infarto. Segundo os autores, a relação é tão estreita que a cada grau a menos em um único dia, há um aumento de 200 casos de infarto.
Os pesquisadores analisaram dados de 84 mil casos de infarto em hospitais entre 2003 e 2006 no Reino Unido, fazendo um levantamento de 15 áreas geográficas com temperaturas diferentes e que sofreram alterações climáticas. Eles descobriram que os casos de infarto aumentaram em 2% duas semanas depois de uma forte frente fria que atingiu a maioria das 15 zonas pesquisadas. “Nos dias frios, o corpo humano reage naturalmente à mudança de temperatura gerando uma vasoconstrição das artérias – e isso resulta em um aumento da pressão arterial”, explica a angiologista Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Dessa forma, pessoas que já possuem fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade, sedentarismo e hipertensão, podem ter esses efeitos potencializados quando o termômetro fica mais baixo. O ideal é cuidar da saúde como um todo e ter atenção redobrada nos dias mais frios.


Combinação de medicamentos


É muito importante saber se como um medicamento interage com outros antes de tomar – e essa recomendação vale principalmente para aquelas pessoas que já fazem tratamento para algum problema cardiovascular, como a hipertensão. As estatinas, por exemplo, que servem para reduzir o acúmulo de placas de gordura nas artérias nos pacientes com colesterol alto, podem interagir com outros medicamentos, como a varfarina, um anticoagulante que pode ser indicado para a insuficiência cardíaca ou trombose. Além disso, antifúngicos, antidepressivos e antibióticos são processados pela mesma via no organismo, o que interfere no efeito de vários medicamentos protetores do coração. “Por isso é fundamental dizer durante a consulta quais medicamentos você já toma antes que ele faça a receita – isso ajuda o médico ou médica a prescrever um fármaco que não sofra interações”, alerta a farmacêutica Patrícia Moriel, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).


Rotinas Desgastantes


Um levantamento feito pela Secretaria de Estado da Saúde aponta que, em média, 106 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos no Estado de São Paulo com AVC. Um dos motivos apontados pela pesquisa é o estilo de vida urbano atual, que faz com que as pessoas sejam mais estressadas, sedentárias, consumam alimentos ricos em gorduras, fiquem acima do peso e desenvolvam pressão alta e diabetes antes do que acontecia antigamente.
A poluição sonora e visual das metrópoles, como anúncios luminosos, veículos e pessoas, podem levar a um quadro de estresse – a musculatura fica tensionada, o coração dispara, a pressão arterial sobe, o estômago fica cheio de suco gástrico e o intestino trabalha bem devagar, além da agitação que dificulta a concentração. De acordo com o clínico geral Dirceu Rodrigues Alves Junior, chefe do Departamento de Medicina de Tráfego Ocupacional na Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), os veículos geram calor e poluente atmosféricos, além de fuligem. “A variação de temperatura, a vibração do veículo por conta dos buracos ou o barulho produzido pela vibração das janelas de um ônibus, por exemplo, debilitam a saúde da pessoa e podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares e outros problemas.”

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